Bem-vindo ao MiD 2017!

O que é o Made in DeCA?

O Made in DeCA consiste num concurso de curtas-metragens, organizado pelo Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, sendo que todas as curtas são feitas pelos alunos do DeCA.

Este evento teve início em 2002 e de ano para ano tem ganho cada vez mais seguidores.

Cada ano tem um tema diferente, e esta edição do Made in DeCA vai ter como temática os anos 80.

Realiza-se no dia 18 de maio pelas 21h:30 no Teatro Aveirense.

Não faltes!

Quem vai apresentar?

...
...

Quem são os jurados?

...

António Pedro Vasconcelos

Cineasta e escritor português, realizador de filmes como Jaime (1999), Call Girl (2007) ou Os gatos não têm vertigens (2015).

António Pedro Vasconcelos será um dos jurados a decidir os vencedores do MID deste ano!

...

João Leitão

Argumentista e realizador português, autor de O Grande Monteleone (2011) e Capitão Falcão (2015).

Uma salva de palmas para João Leitão, ele que vai viajar no tempo com o Made in DeCA'17!

...

Thomas Zimmermann

CEO da PointOfView, empresa do mundo audiovisual responsável por projetos como videoclips para Jimmy P ou ACE.

Não percam porque já temos todos os ingredientes para tornar esta noite memorável!

Entrevista a Nuno Leitão

Vencedor do primeiro MID e co-organizador da 1ª edição em 2002. Ganhou com a curta "MAD - Movimento Anti Despertador".


Sabemos que foi no seu ano que se realizou o primeiro Made in DeCA. De que forma, fazer parte deste evento, contribuiu para se tornar um bom profissional?

O facto do nosso grupo estar envolvido na organização da estreia do Made in Deca foi um bocado aleatória, tudo começou com um desafio partilhado com o Professor Pedro Almeida, algo do género “Era porreiro fazer um evento para ver as curtas de toda a malta”.

Foi uma experiência muito positiva, mas acho que não teve relação direta com a minha vida profissional, talvez ao contrário, estive na organização porque gosto mais do planeamento, de ficar no backstage.

O que sentiu, depois de organizar todo o evento, ao ver que a curta curta MAD - movimento anti despertador tinha ganho?

Foi com grande satisfação ver que no fim ganhámos dois prémios (melhor realização e banda sonora), pois foi o reconhecimento de um processo que deu muito trabalho na pré-produção, em que o resultado final nos deixou muito orgulhosos.

Que aspetos positivos tirou da experiência de organizar e ganhar um evento que tem ganho cada vez mais seguidores?

Estive envolvido na organização do primeiro e segundo MID; ver como o evento cresceu, ver a qualidade das curtas concorrentes e o impacto que tem na UA é algo que me deixa orgulhoso, porque o meu grupo esteve na génese e fomos dos primeiros vencedores.

Que momento vai sempre lembrar?

O momento que anunciaram a nossa curta como vendedora. Quer no made in deca, como no “And the winner is”.

Entrevista a Ruben Duarte

Vencedor na categoria de melhor montagem e melhor filme em 2016, com a curta "Piloto Automático"


Como foi ver a tua curta a vencer o prémio de melhor montagem e melhor filme? Valeu a pena o esforço?

Por mais cliché que pareça, foi uma grande e feliz surpresa. O nosso grande objetivo nunca foram os prémios, mas sim que as pessoas gostassem do que fizemos e de que, de alguma forma, se identificassem e se sensibilizassem com a história que estávamos a contar. Só o facto de ver a nossa história no ecrã gigante do Teatro Aveirense já justifica e valida todo o trabalho. O reconhecimento veio como acréscimo!

Que impacto achas que a vossa curta-metragem teve?

Algumas pessoas vieram falar connosco após a exibição no MiD. Sobretudo pais em choque com a possibilidade da história poder refletir o seu dia-a-dia em piloto automático também. Conseguimos perceber que a mensagem havia passado e que, pelo menos momentaneamente, as pessoas ficaram sensibilizadas para este problema que não é tão raro como se pode pensar, como mostram aliás as estatísticas que apresentamos no final.

Como surgiu ideia para um tema tão sensível?

Queríamos que a nossa história mostrasse que a mente tem mecanismos impressionantes. Se pedirem a alguém que descreva um qualquer dia da semana passada (o que vestiram, o que fizeram, com quem falaram) é provável que a pessoa não se lembre de muito do que fez, nem consiga responder com exatidão. Contudo, se nesse mesmo dia tiver acontecido algo fora do normal, as memórias vão ser mais vivas e as respostas mais exatas, mais completas.

Na nossa história quisemos explorar a forma como a rotina (ou a sua quebra) molda a nossa forma de agir de forma abrupta. Utilizámos o esquecimento do telemóvel como metáfora disso mesmo para mostrar que, mesmo depois de nos apercebermos 3 ou 4 vezes, continuamos a fazer o nosso dia com a sensação que o temos no bolso e que nada mudou, até nos darmos conta, novamente, que o telemóvel não está ali. No momento em que a Maria (a filha) se desvia para se proteger do sol e adormece, deixa de ser visível pelo espelho retrovisor, e isso cria outra pequena alteração na rotina, que vem a ter o impacto que se vê no fim.

Qual foi a sensação de fazer uma curta com uma mensagem tão forte?

A curta não foi idealizada em contexto académico. Despendemos do nosso pouco tempo livre e, como tal, a história tinha de passar uma mensagem que fosse marcante. Tinha de ser forte. Não podia ser de fácil digestão. Mas se quiserem dormir melhor à noite, imaginem que no fim o pai abre a porta e a garota responde “Até que enfim, pai. Estou cheia de fome!”

Onde?